Contracepção

Como escolher o método contraceptivo: pílula, DIU, implante e mais

Não existe o melhor método contraceptivo para todas. Existe o melhor método para a sua saúde, a sua rotina e os seus planos. Entenda as opções.

Dra. Josiane CanaliMédica Ginecologista · CRM/PR 40.088 7 min de leitura
Médica mostrando um DIU para a paciente sobre a mesa do consultório, ao lado de uma cartela de anticoncepcional

Muitas mulheres usam o mesmo anticoncepcional há anos sem nunca terem conversado sobre outras opções. Outras trocaram de método várias vezes por causa de efeitos colaterais e não sabem mais o que tentar.

A escolha do método contraceptivo deve considerar a sua saúde, o seu histórico, a sua rotina e os seus planos para o futuro. Conhecer as opções ajuda você a participar dessa decisão.

O que considerar antes de escolher

  • Eficácia: alguns métodos dependem de você se lembrar de usá-los todos os dias, outros não
  • Seu histórico de saúde: enxaqueca, pressão alta, trombose, tabagismo e outras condições mudam as opções seguras
  • Efeitos no ciclo: alguns métodos diminuem ou suspendem a menstruação, outros podem aumentar o fluxo
  • Planos de gravidez: por quanto tempo você quer evitar uma gestação
  • Proteção contra infecções sexualmente transmissíveis, que só o preservativo oferece

Métodos de longa duração: DIU e implante

São os métodos mais eficazes que existem, com mais de 99% de eficácia, porque não dependem de você se lembrar de tomar ou aplicar nada. Depois de colocados, funcionam por anos e podem ser retirados quando você quiser engravidar.

O DIU de cobre não tem hormônio e pode durar muitos anos, mas em algumas mulheres aumenta o fluxo e a cólica. O DIU hormonal libera uma pequena dose de progestagênio dentro do útero e costuma diminuir o fluxo e as cólicas. O implante é colocado no braço, também libera progestagênio e pode alterar o padrão de sangramento.

Pílula, adesivo, anel e injeção

Os métodos hormonais de curta duração funcionam muito bem quando usados corretamente, mas falhas no uso, como esquecer comprimidos, diminuem a eficácia no dia a dia.

Os métodos combinados, que têm estrogênio e progestagênio, não são indicados para todas as mulheres. Enxaqueca com aura, histórico de trombose, pressão alta não controlada e tabagismo acima dos 35 anos são exemplos de situações em que eles costumam ser evitados. Nesses casos, existem opções só com progestagênio ou sem hormônio.

Preservativo: o único que protege contra ISTs

O preservativo masculino ou feminino é o único método que também protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Ele pode ser usado sozinho ou junto com outro método, o que é chamado de dupla proteção.

Efeitos colaterais: quando trocar

Sangramentos irregulares nos primeiros meses de alguns métodos são comuns e muitas vezes melhoram. Mas dor de cabeça forte, alterações importantes de humor, queda da libido ou qualquer sintoma que incomode merecem uma conversa com a sua ginecologista. Trocar de método é possível e, às vezes, é a melhor decisão.

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Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Cada mulher tem uma história, e o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação médica individual.

Perguntas frequentes

Qual é o método contraceptivo mais eficaz?

Os métodos de longa duração, como DIU e implante, têm a maior eficácia no uso real, acima de 99%, porque não dependem de você se lembrar de usá-los todos os dias.

Quem nunca teve filhos pode usar DIU?

Sim. Ter ou não ter filhos não impede o uso do DIU. A indicação depende da avaliação ginecológica.

Anticoncepcional engorda?

Os estudos não mostram ganho de peso importante com a maioria dos métodos, mas algumas mulheres percebem mudanças com determinados métodos. Se isso acontecer, vale conversar sobre alternativas.

Preciso dar uma pausa no anticoncepcional de tempos em tempos?

Não. Não há necessidade de pausas periódicas. O que importa é reavaliar se o método continua adequado para a sua saúde e os seus planos.

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